Acessibilidade no site: o que a Lei Brasileira de Inclusão exige da sua empresa e os 10 itens que resolvem


Homem em cadeira de rodas digitando em um notebook

Poucos donos de empresa sabem que o site deles é obrigado por lei a ser acessível. Não é recomendação: é o artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão, em vigor desde 2016, e vale para qualquer empresa com sede ou representação comercial no país. Este guia mostra o que a lei diz, o que "acessível" significa na prática, os dez itens que resolvem a maior parte dos problemas num site de empresa, como testar em dez minutos, e por que isso costuma melhorar a busca e a conversão de todo mundo, não só de quem tem deficiência.

O que a lei diz, em um artigo

A Lei 13.146/2015, no artigo 63, diz que é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente. O parágrafo primeiro acrescenta que os sítios devem conter símbolo de acessibilidade em destaque. Duas coisas saltam do texto: a obrigação alcança a empresa pequena, porque o critério é ter sede no país, não tamanho; e a régua é internacional, o que na prática significa as diretrizes WCAG, do W3C, o consórcio que define os padrões da web.

A lei não detalha uma multa específica para o site. O que ela cria é uma obrigação que pode ser cobrada, e um critério objetivo para avaliar se foi cumprida. É por isso que vale tratar o tema como se trata o certificado de segurança: um item da entrega, não um projeto à parte.

O que "acessível" significa num site de empresa

Acessibilidade é o site funcionar para quem usa leitor de tela, para quem navega só pelo teclado, para quem enxerga pouco ou tem daltonismo, para quem tem dificuldade motora e para quem está num celular velho com sol na tela. As diretrizes WCAG organizam isso em quatro princípios: perceptível, operável, compreensível e robusto. Para a maior parte dos sites institucionais, dez itens cobrem o que importa:

  1. Texto alternativo nas imagens, descrevendo o que a imagem mostra, não "imagem1.jpg". Leitor de tela lê isso em voz alta; o Google também.
  2. Contraste suficiente entre texto e fundo. Cinza claro sobre branco, a moda dos últimos anos, reprova.
  3. Navegação pelo teclado: tudo o que se clica precisa ser alcançável com a tecla Tab, com o foco visível.
  4. Títulos em ordem: um H1 por página, H2 para seções, H3 dentro delas. É o sumário que o leitor de tela usa para pular de seção, e o mesmo que o Google lê.
  5. Rótulos nos formulários: cada campo com o seu nome associado, não só um texto que some ao digitar.
  6. Links que dizem para onde vão: "veja o orçamento" em vez de "clique aqui".
  7. Texto que aumenta sem quebrar o layout, até 200%.
  8. Legendas e transcrição em vídeo com fala.
  9. Nada que se mova sozinho sem botão de parar: carrossel automático e vídeo com autoplay atrapalham leitor de tela e distraem todo mundo.
  10. Idioma declarado no código da página, para o leitor de tela pronunciar em português.

Como testar em dez minutos

Três testes, todos gratuitos. O PageSpeed Insights, do Google, dá uma nota de acessibilidade de 0 a 100 junto com a de velocidade; é a mesma ferramenta que já usamos para medir sites, e as páginas da CL3 marcam 96 nela. O teste do teclado: desconecte o mouse e tente chegar ao botão de WhatsApp só com Tab e Enter; se não chegar, o site reprova no item mais básico. E o teste do leitor de tela: o Windows tem o Narrador e o celular tem o TalkBack ou o VoiceOver; ligue e tente entender a página inicial sem olhar. Dez minutos mostram mais do que qualquer relatório.

Por que isso melhora o site para todo mundo

Quase tudo o que a acessibilidade pede é o que o Google pede e o que a conversão pede. Texto alternativo é o que o Google lê nas imagens. Títulos em ordem são a estrutura que ele usa para entender a página e que a resposta de IA usa para citar. Contraste e texto que aumenta são o que faz o site ser lido no celular ao sol, que é onde o cliente está. Formulário com rótulo é formulário que mais gente preenche. E carrossel automático, além de inacessível, é a seção que ninguém lê. O site acessível não é um site diferente; é o mesmo site, feito direito.

Como é na CL3

Site entregue pela CL3 sai com os dez itens acima, porque eles fazem parte do que chamamos de base técnica: imagens com descrição, contraste conferido, navegação pelo teclado, títulos em ordem, formulário rotulado e nota de acessibilidade medida no PageSpeed na entrega. Se o seu site já existe e você não sabe como ele se sai, a análise gratuita mostra a estrutura e a velocidade em minutos, e o teste do teclado você faz agora. O contato abre a conversa sobre o resto. Este artigo é orientação de quem faz sites; para obrigações específicas do seu setor, vale a leitura de um advogado.

Perguntas frequentes

Site de empresa é obrigado a ser acessível por lei?

É. O artigo 63 da Lei 13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão, diz que é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente, e que os sítios devem conter símbolo de acessibilidade em destaque. O critério é ter sede no país, não o tamanho da empresa.

O que um site precisa ter para ser considerado acessível?

A régua são as diretrizes WCAG, do W3C, organizadas em quatro princípios: perceptível, operável, compreensível e robusto. Para um site de empresa, dez itens cobrem o essencial: texto alternativo nas imagens, contraste suficiente, navegação pelo teclado com foco visível, títulos em ordem, rótulos nos formulários, links que dizem para onde vão, texto que aumenta sem quebrar, legendas em vídeo, nada que se mova sozinho sem botão de parar, e o idioma declarado no código.

Como testar a acessibilidade do meu site de graça?

Três testes em dez minutos. O PageSpeed Insights, do Google, dá uma nota de acessibilidade de 0 a 100 junto com a de velocidade. O teste do teclado: desconecte o mouse e tente chegar ao botão de contato só com Tab e Enter. E o teste do leitor de tela: o Windows tem o Narrador e o celular tem o TalkBack ou o VoiceOver; ligue e tente entender a página inicial sem olhar. Os três juntos mostram mais do que um relatório.

Acessibilidade ajuda o site a aparecer no Google?

Ajuda, porque quase tudo o que a acessibilidade pede é o que o Google lê: texto alternativo é o que ele entende das imagens, títulos em ordem são a estrutura que ele usa para interpretar a página e que as respostas de IA usam para citar, e contraste e texto que aumenta são o que faz o site ser lido no celular ao sol. Formulário com rótulo é formulário que mais gente preenche. O site acessível é o mesmo site, feito direito.

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