10 erros comuns em sites de empresas (e como corrigir)


Erros em sites de empresas raramente são exóticos. São quase sempre os mesmos dez, repetidos em negócios de todos os tamanhos, e cada um deles custa contatos que nunca chegam. A parte boa: todos têm correção conhecida, e boa parte delas não exige refazer o site inteiro. Confira a lista, marque os que aparecem no seu site e comece pelos que doem mais no bolso.

Erros em sites que travam o contato do cliente

1. Telefone e WhatsApp escondidos

O visitante decidiu comprar, procura um jeito de falar com a empresa e encontra o telefone enterrado no rodapé, em letra miúda, sem link. No celular, isso significa memorizar o número e digitar em outro aplicativo. Muita gente desiste no caminho.

Correção: telefone clicável no topo de todas as páginas e botão de WhatsApp fixo, acompanhando a rolagem. O contato deve estar sempre a um toque de distância.

2. Formulário gigante

Nome completo, CPF, empresa, cargo, cidade, como conheceu, orçamento previsto. Formulários assim tratam o interessado como se ele estivesse pedindo um favor. Cada campo extra derruba a taxa de envio.

Correção: peça o mínimo para iniciar a conversa: nome, um canal de contato e a mensagem. O resto se descobre conversando.

Erros de conteúdo que espantam em silêncio

3. Texto institucional que não diz nada

"Empresa comprometida com a excelência e a satisfação dos clientes, oferecendo soluções inovadoras." Frases assim serviriam para uma padaria, um escritório de advocacia ou uma transportadora, e por isso não servem para ninguém. O visitante lê e continua sem saber o que a empresa faz.

Correção: escreva como quem responde a um cliente no balcão. O que a empresa faz, para quem, onde atende, o que a diferencia na prática. Exemplos concretos valem mais que adjetivos.

4. Nenhuma chamada para ação

A página apresenta o serviço, o visitante se interessa e... nada. Nenhum botão, nenhum convite, nenhum próximo passo. O site espera que a pessoa adivinhe o que fazer.

Correção: toda página precisa de um próximo passo claro: pedir orçamento, chamar no WhatsApp, agendar visita. Um convite por página, visível sem rolar até o fim.

5. Informação desatualizada

Horário antigo, serviço que não existe mais, "novidades" de três anos atrás, promoção vencida. Informação velha faz o visitante duvidar de tudo o mais, inclusive de que a empresa ainda está aberta.

Correção: agende uma revisão trimestral de meia hora: horários, preços, equipe, serviços e datas visíveis. Se o blog parou, remova as datas de publicação em destaque ou retome o ritmo.

Erros de imagem que corroem a credibilidade

6. Fotos genéricas de banco de imagem

O sorriso perfeito do atendente de banco de imagem, o aperto de mãos corporativo, o escritório que claramente não é o seu. O visitante reconhece essas fotos de longe, porque já as viu em dezenas de outros sites, e a mensagem que fica é "esta empresa não quis se mostrar".

Correção: fotos reais da equipe, do espaço e dos trabalhos entregues, mesmo que feitas com um bom celular em ambiente iluminado. Autenticidade vence produção.

7. Nenhuma prova social

Site inteiro falando de si, sem um único cliente confirmando a história. Depoimentos, avaliações do Google e casos reais são o que o visitante procura para decidir se confia.

Correção: publique depoimentos com nome e empresa (com autorização), conecte as avaliações do perfil do Google e monte uma seção de trabalhos realizados. A percepção de confiança também se constrói no visual, como mostramos no artigo sobre design que passa confiança.

Erros técnicos que sabotam tudo o mais

8. Site lento no celular

No computador do escritório tudo parece bem. No 4G do cliente, a página leva uma eternidade, e ele volta para o Google antes de ver o conteúdo. Como a maioria dos acessos vem do celular, um site lento ali é lento onde importa.

Correção: teste no PageSpeed Insights olhando a nota mobile, comprima as imagens, ative cache e reavalie plugins e hospedagem. Grandes vilões costumam ser fotos pesadas demais.

9. Sem HTTPS

O navegador marca o site como "não seguro" ao lado do endereço. Para quem ia preencher um formulário com nome e telefone, é meio caminho para fechar a aba. O Google também considera o HTTPS ao ranquear.

Correção: instale um certificado SSL (muitas hospedagens oferecem sem custo) e configure o redirecionamento para que toda página abra na versão segura.

10. Menu confuso

Oito itens com nomes internos da empresa, submenus que só abrem no hover, páginas duplicadas. O visitante não deveria precisar de treinamento para navegar.

Correção: cinco ou seis itens com nomes que o cliente usa: Serviços, Sobre, Contato. Se um item não ajuda o visitante a comprar ou a confiar, ele não merece lugar no menu.

Por onde começar a corrigir

Resista à tentação de atacar tudo de uma vez. Comece pelo que destrava dinheiro parado: contato visível (erros 1 e 2) e chamada para ação (erro 4) costumam trazer resultado na mesma semana, sem custo relevante. Na sequência, resolva o técnico que derruba o resto: velocidade e HTTPS (erros 8 e 9). Conteúdo, fotos e prova social entram no mês seguinte, com calma e material de verdade. Anote a data de cada correção e acompanhe o movimento dos contatos nas semanas seguintes; é assim que se descobre o que funcionou no seu caso, e não no caso médio da internet.

Dica: peça para alguém de fora da empresa cumprir uma missão no seu site pelo celular, como encontrar um serviço e pedir orçamento, enquanto você só observa. Os pontos onde a pessoa hesita são o seu mapa de prioridades.

Se a lista de problemas ficou longa demais, talvez o caso não seja remendo. Sites com estrutura antiga acumulam correções que, somadas, custam mais que um projeto novo. A referência do que perseguir está no nosso guia sobre o essencial de um site profissional, e um projeto de criação de site institucional resolve os dez pontos de uma vez, com base sólida para os próximos anos.

Reconheceu três ou mais erros no site da sua empresa? A CL3 pode avaliar o que dá para corrigir e o que pede um projeto novo.

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