Google Analytics: os 5 números que importam para o dono do negócio


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O Google Analytics abre com dezenas de relatórios e uma quantidade de números que assusta qualquer dono de empresa. A verdade é que quase nada ali muda decisão. Este texto reduz o painel a cinco números que valem a pena olhar todo mês, e explica o que fazer quando cada um deles vai mal.

Antes de qualquer relatório: o que é uma conversão para você

Analytics sem conversão marcada é um contador de visitas caro. Antes de olhar qualquer coisa, defina o que conta como resultado no seu site. Para a maioria das empresas de serviço, são três:

  • Formulário de contato enviado.
  • Clique no botão de WhatsApp.
  • Clique no telefone, no celular.

Enquanto isso não estiver marcado, todo número do painel fala de tráfego e nenhum fala de negócio. É a configuração que mais muda o valor da ferramenta, e a que mais gente pula.

1. Conversões, e de onde elas vieram

É o único número que responde "o site está trabalhando". Olhe o total do mês e, principalmente, a origem: busca orgânica, direto, redes sociais, anúncio, indicação de outro site.

O que fazer com ele: se 80% das conversões vêm de "direto", quase sempre significa que a marcação está incompleta ou que as pessoas chegam por indicação e digitam o endereço. Se vêm de orgânico, o investimento em conteúdo está pagando. Se vêm de anúncio e param quando a verba para, você está alugando cliente.

2. Usuários por canal, não o total

O número grande de visitantes é o que menos ajuda. Ele sobe quando alguém compartilha um post e desce no fim do ano, e nada disso é decisão. O que importa é a composição: quanto vem de busca, quanto de rede social, quanto de anúncio.

O que fazer com ele: canal que traz muita gente e nenhuma conversão está atraindo o público errado, e vale checar quais páginas essa gente abre. Canal que traz pouca gente e muita conversão merece mais investimento, e é onde a maioria das empresas subinveste.

3. As páginas que mais recebem entrada

Não as mais visitadas: as que recebem a primeira visita da sessão. São elas que o Google está entregando, e revelam para o que o seu site está sendo achado.

O que fazer com ele: quando a página de entrada mais forte é a home, o site está sendo encontrado pelo nome da empresa, ou seja, por quem já conhecia. Quando são páginas de serviço ou artigos, ele está sendo encontrado por quem tem um problema, que é o tráfego que faz crescer. Se um artigo antigo aparece no topo, ele merece revisão e um caminho claro para o contato.

4. Engajamento de quem chega pela busca

Tempo médio e taxa de engajamento não dizem quase nada no total do site, porque misturam quem veio pelo nome da empresa com quem caiu num artigo. Filtrados só para busca orgânica, viram um bom termômetro de expectativa: mostram se a página entregou o que o título prometeu.

O que fazer com ele: engajamento muito baixo numa página que recebe bastante entrada geralmente significa desencontro entre o que o título promete e o que a página entrega, ou página lenta no celular. Os dois se corrigem.

5. Celular contra computador

Na maior parte dos sites de empresa brasileira, o celular passa de 70% do acesso. O número em si não é notícia. O que interessa é comparar a taxa de conversão entre os dois.

O que fazer com ele: se o computador converte muito melhor que o celular, existe um problema de experiência no celular, e quase sempre é uma destas três coisas: a página demora a abrir, o formulário é longo demais para o polegar, ou o botão de contato está longe do primeiro toque. É a análise que mais dá retorno imediato, porque o volume está do lado que converte pior.

O que ignorar sem culpa

  • Taxa de rejeição isolada. No GA4 a métrica mudou de definição e é fácil interpretar errado. Rejeição alta num artigo que respondeu a dúvida pode ser sucesso, não fracasso.
  • Tempo médio no site inteiro. Média de coisas diferentes não descreve nenhuma delas.
  • Visitas em tempo real. Vicia e não decide nada.
  • Comparação com "média do setor". Cada site tem público e proposta diferentes. Compare com você mesmo no mês anterior.

O painel que falta: o Search Console

O Analytics conta o que aconteceu depois que a pessoa chegou. Ele não diz o que ela digitou para chegar, nem em que posição você apareceu. Isso está no Google Search Console, que é gratuito e complementar. Uma leitura mensal dos dois, lado a lado, cobre praticamente tudo que um dono de empresa precisa saber.

A combinação que mais rende: no Search Console, encontrar as buscas em que você aparece na segunda página; no Analytics, ver se essas páginas convertem quando recebem gente. Página que converte e está em décimo lugar é a melhor oportunidade que existe, porque o trabalho já foi feito e falta pouco.

Uma rotina de quinze minutos por mês

  1. Conversões do mês e de onde vieram.
  2. Comparação com o mês anterior, só isso: subiu, caiu ou ficou igual.
  3. As cinco páginas de entrada mais fortes.
  4. Conversão no celular contra computador.
  5. No Search Console: buscas novas em que você começou a aparecer.

Quinze minutos por mês valem mais que uma hora perdida em relatório uma vez por ano. E se algum desses números estiver estranho, quase sempre a causa está no site, não na ferramenta. A análise gratuita aponta os problemas técnicos que costumam explicar conversão baixa.

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