Gemini em outubro de 2026: o plano gratuito ficou mais fraco, o Gemini 4 Argon chegou e o site entrou no chat


Tela de computador com a página do Google aberta, sobre uma mesa de escritório

O Gemini chega a outubro de 2026 com três movimentos que afetam quem usa IA no dia a dia da empresa: a partir de 9 de outubro, o plano gratuito passa a ter só o modelo mais leve, e o plano de entrada perde o modelo Pro; o Gemini 4 Argon, o novo modelo de ponta, foi anunciado em 30 de setembro e começa pelos assinantes do plano mais caro; e os aplicativos conectados passaram a incluir o Squarespace e o Webflow, dois construtores de site, além de ferramentas de design e de projeto. Este artigo explica cada mudança com a fonte, os preços dos planos no Brasil e o que isso muda para a empresa pequena.

O plano gratuito ficou mais fraco

Segundo o Canaltech e o Android Headlines, que reproduzem o aviso enviado pelo Google aos usuários, a partir de 9 de outubro as contas gratuitas ficam restritas ao Gemini 3.5 Flash-Lite, perdendo o Flash e o Pro. O plano AI Plus, de R$ 24,99 por mês, mantém Flash-Lite e Flash e perde o Pro. O AI Pro, de R$ 96,99, mantém os três e ganha o Deep Think, o modo de raciocínio para problemas complexos que era exclusivo do Ultra. O AI Ultra, a partir de R$ 779,90, mantém tudo e é o primeiro a receber o Gemini 4 Argon. Em resumo: o Gemini bom passou a custar R$ 96,99 por mês.

Para a empresa que usava o Gemini gratuito para rascunhar textos, responder clientes ou resumir documentos, a qualidade cai a partir desta semana, sem aviso na tela. Quem depende disso tem três saídas: pagar o AI Pro, trocar de ferramenta ou aceitar o modelo leve para tarefas simples. A conta de R$ 96,99 por mês é menor do que o custo de uma hora de alguém reescrevendo o que o modelo leve errou; mas também é a conta que lembra que texto de IA sem revisão é o que o Google passou a rebaixar, como está em conteúdo gerado por IA ranqueia no Google?.

Gemini 4 Argon: o modelo de ponta, para poucos por enquanto

O anúncio oficial do Google, de 30 de setembro, apresenta o Gemini 4 Argon como o modelo para tarefas longas e complexas: engenharia de software, trabalho jurídico e financeiro e defesa cibernética, com limite de 1 milhão de tokens de saída e capacidade de encontrar e corrigir vulnerabilidades sozinho. Ele está sendo liberado primeiro para um grupo de defensores cibernéticos, pelo programa Fairwind, e depois para desenvolvedores, empresas e consumidores, por API paga e pelo plano AI Ultra, "com mais detalhes em breve". O preço de lançamento na API é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída. Para a empresa pequena, o Argon não é ferramenta de hoje; é o modelo que vai estar por trás do que o Google mostra na busca daqui a alguns meses, e é por isso que vale acompanhar.

Aplicativos conectados: o site editado de dentro do chat

Em 23 de setembro, o Google anunciou uma nova leva de aplicativos conectados ao Gemini: Airtable, Linear, monday.com, PandaDoc, Wispr AI e Zoho em produtividade; Adobe, Picsart, Squarespace e Webflow em criação; apartments.com, Experian, Peloton e SeatGeek em estilo de vida. Pelo chat, com uma menção ao aplicativo, dá para gerenciar projetos e criar peças sem trocar de aba. A presença de Squarespace e Webflow é o sinal para quem faz site: a edição de página por conversa está virando padrão nas plataformas, e quem tem site em código próprio ou em WordPress vai pedir o mesmo. Nas notas de versão do Gemini, o Google também registrou, em 30 de setembro, as "skills", conjuntos de instruções reutilizáveis que substituem os Gems, e, em 10 de setembro, o aplicativo do Gemini para Windows.

O que muda para a empresa pequena

  • Se você usa o Gemini grátis para trabalhar, teste a diferença esta semana e decida se o AI Pro paga a si mesmo. Para texto que vai para o site, a revisão humana continua obrigatória em qualquer plano.
  • Se o cliente usa o Gemini para pesquisar, e usa, pelo Modo IA da busca do Google, o que ele recebe é montado a partir de páginas que o modelo consegue ler. Os critérios são os de a busca com IA e o futuro do Google, e o relatório de IA no Search Console mostra se você está sendo citado.
  • Se você tem site em Squarespace ou Webflow, a edição pelo Gemini chegou; se não tem, não é motivo para trocar de plataforma, porque o que define o resultado continua sendo o texto e a estrutura, não a ferramenta de edição.
  • Se você está escolhendo uma IA para a empresa, compare pelo que ela entrega no plano que você vai pagar, não pelo plano gratuito, que mudou esta semana e pode mudar de novo.

Como é na CL3

Usamos IA para rascunho, estrutura e protótipo, e gente para o texto final, as fotos e a medição, em qualquer modelo. O que entregamos é um site que os modelos conseguem ler e citar, com os fatos em texto, a autoria identificada e o llms.txt. Se quer saber como o seu site aparece hoje para o Gemini e para o Modo IA do Google, a análise gratuita mostra em minutos, e o contato abre a conversa.

Perguntas frequentes

O que mudou no Gemini gratuito em outubro de 2026?

Segundo o aviso do Google aos usuários, reproduzido pelo Canaltech e pelo Android Headlines, a partir de 9 de outubro as contas gratuitas ficam restritas ao Gemini 3.5 Flash-Lite, perdendo o Flash e o Pro. O plano AI Plus, de R$ 24,99 por mês, mantém Flash-Lite e Flash e perde o Pro; o AI Pro, de R$ 96,99, mantém os três e ganha o Deep Think; o AI Ultra, a partir de R$ 779,90, mantém tudo e recebe primeiro o Gemini 4 Argon.

O que é o Gemini 4 Argon?

Pelo anúncio oficial do Google de 30 de setembro de 2026, é o novo modelo de ponta, feito para tarefas longas e complexas: engenharia de software, trabalho jurídico e financeiro e defesa cibernética, com limite de 1 milhão de tokens de saída. Está sendo liberado primeiro a defensores cibernéticos pelo programa Fairwind e depois a desenvolvedores, empresas e consumidores, por API paga e pelo plano AI Ultra, com preço de lançamento de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 de saída.

Quais aplicativos foram conectados ao Gemini?

Em 23 de setembro de 2026, o Google anunciou Airtable, Linear, monday.com, PandaDoc, Wispr AI e Zoho em produtividade; Adobe, Picsart, Squarespace e Webflow em criação; e apartments.com, Experian, Peloton e SeatGeek em estilo de vida. Pelo chat, com uma menção ao aplicativo, dá para gerenciar projetos e criar peças sem trocar de aba. Para quem tem site em Squarespace ou Webflow, a edição por conversa chegou.

Vale pagar o Google AI Pro para a empresa?

Depende do uso. Se o Gemini gratuito era ferramenta de trabalho para rascunhar textos, responder clientes ou resumir documentos, a qualidade cai com o Flash-Lite, e R$ 96,99 por mês custa menos do que uma hora de alguém reescrevendo o que o modelo leve errou. Para texto que vai para o site, a revisão humana continua obrigatória em qualquer plano, porque conteúdo de IA sem revisão é o que o Google passou a rebaixar.

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