SEO
Medimos 18 sites de agências: nenhuma passa no teste do Google
Agência de marketing vende velocidade, experiência e resultado. Resolvemos medir se o site delas entrega isso. Rodamos o PageSpeed Insights do Google em 18 sites de empresas que vendem criação de site e marketing digital no Brasil, no dia 2 de agosto de 2026, e o resultado tem um número que não esperávamos: nenhuma das 18 passa no limite de carregamento que o próprio Google define.
Como medimos
O método é simples de propósito, para qualquer pessoa refazer:
- Ferramenta: PageSpeed Insights, do Google, que roda o Lighthouse.
- Estratégia: celular, que é de onde vem a maior parte do acesso.
- Página: a home de cada site, uma medição por site.
- Data: 2 de agosto de 2026.
- Categorias: performance, SEO, acessibilidade e boas práticas.
Você reproduz qualquer linha da tabela em dois minutos: abra o PageSpeed Insights, cole o endereço, escolha celular. Os números vão variar um pouco de rodada para rodada, o que é normal, mas a ordem de grandeza se mantém.
A tabela completa
Ordenada da pior para a melhor nota de performance no celular.
| Site | Performance | LCP | Peso | Requisições | SEO | Acessib. |
|---|---|---|---|---|---|---|
| v4company.com | 27 | 26,9s | 9,30 MB | 170 | 83 | 71 |
| tracto.com.br | 34 | 10,3s | 4,19 MB | 178 | 85 | 87 |
| galben.com.br | 36 | 28,7s | 5,46 MB | 81 | 100 | 84 |
| clickweb.com.br | 43 | 7,2s | 3,17 MB | 94 | 92 | 76 |
| conversion.com.br | 45 | 15,1s | 4,86 MB | 274 | 92 | 89 |
| agenciawg.com.br | 46 | 8,0s | 4,33 MB | 146 | 100 | 90 |
| sitesimples.com.br | 46 | 5,9s | 2,57 MB | 35 | 100 | 80 |
| agenciamestre.com | 50 | 19,0s | 4,25 MB | 181 | 85 | 82 |
| agenciaeplus.com.br | 53 | 15,1s | 9,53 MB | 155 | 92 | 90 |
| rabbitdigital.com.br | 56 | 8,4s | 3,84 MB | 84 | 75 | 81 |
| usemobile.com.br | 57 | 18,1s | 4,07 MB | 135 | 100 | 88 |
| pontocriativo.com.br | 58 | 14,6s | 2,38 MB | 68 | 100 | 90 |
| agenciapixel.com.br | 63 | 5,7s | 2,58 MB | 175 | 100 | 87 |
| agenciakaizen.com.br | 65 | 3,8s | 2,14 MB | 106 | 100 | 92 |
| vitaminaweb.com.br | 65 | 8,0s | 5,32 MB | 25 | 92 | 98 |
| webshare.com.br | 71 | 25,7s | 4,92 MB | 60 | 100 | 81 |
| cl3.com.br | 91 | 3,0s | 0,79 MB | 15 | 100 | 92 |
| icommarketing.com.br | 92 | 2,6s | 0,12 MB | 18 | 83 | 83 |
O que os números dizem
Três leituras saem direto da tabela.
Metade está na faixa vermelha
A mediana de performance no celular ficou em 54. Sete dos dezoito estão abaixo de 50, que é a faixa vermelha do próprio Google. Apenas dois passam de 90.
Nenhuma passa no LCP
O LCP mede quanto tempo leva até o maior elemento visível aparecer. O Google considera bom até 2,5 segundos. A mediana da amostra foi de 9,4 segundos, e as dezoito ficaram acima do limite, incluindo as duas que passaram de 90 na nota geral. O pior caso chegou a 28,7 segundos numa conexão de celular simulada.
O problema não é JavaScript, é peso
Esse é o achado mais útil. O tempo de bloqueio, que mede o quanto o JavaScript trava a página, ficou dentro do limite em metade dos sites. Ou seja: o script não é o vilão principal. O que trava é o tamanho.
O peso mediano da página foi de 4,13 MB, com doze sites acima de 3 MB e dois passando de 9 MB. A mediana de requisições foi 100 arquivos por página, com um caso de 274. Para comparação: 4 MB numa conexão móvel comum são vários segundos só de download, antes de o navegador desenhar qualquer coisa.
SEO bem, acessibilidade mal
Existe um contraste claro na amostra. A nota de SEO técnico tem mediana 96, e só cinco sites ficam abaixo de 90: isso é gente que sabe fazer título, descrição e estrutura. Já a acessibilidade tem mediana 87, com doze dos dezoito abaixo de 90.
Faz sentido, e é revelador: SEO é vendido, então recebe atenção. Acessibilidade não aparece na proposta, então fica para depois. O problema é que boa parte do que a acessibilidade cobra, como contraste suficiente e alternativa de texto nas imagens, também é o que faz o site funcionar para quem tem conexão ruim ou tela pequena.
Duas coisas que estavam na planilha e não entraram na primeira versão
A medição gravou mais campos do que o artigo publicou. Voltando aos dados brutos de 2 de agosto, dois deles mudam a leitura, e um mexe contra o que escrevemos aqui.
A estabilidade visual, essa o mercado acertou
O CLS mede o quanto a página pula enquanto carrega: o botão que se desloca no instante do toque, o texto que desce quando o banner aparece. O limite do Google é 0,1. A mediana da amostra foi 0,001, e dezesseis dos dezoito ficaram dentro do limite.
Só dois passaram, e um deles bem longe: 0,818, em um site cuja home também levava 28,7 segundos para aparecer. Fora essa exceção, o quadro é de aprovação quase geral.
Faz sentido, e é um contraponto útil ao resto do artigo: estabilidade visual se resolve em grande parte declarando o tamanho das imagens e reservando o espaço dos blocos que carregam depois, e isso os temas modernos já fazem sozinhos. O problema deste mercado, portanto, não é a página se mexer. É ela demorar.
Para onze dos dezoito, não existe dado de usuário real
O PageSpeed mostra duas coisas na mesma tela: o teste de laboratório, que simula um celular numa conexão ruim, e o dado de campo, que vem de visitantes reais do Chrome. O segundo só aparece quando o Google tem amostra suficiente de visitas.
Onze dos dezoito sites não tinham dado de campo nenhum, e o nosso é um deles. Isso diz algo desconfortável sobre o setor: são sites de empresas que vendem tráfego e não recebem visitas suficientes para o Google formar uma amostra da própria home. Diz também que, para a maior parte da tabela, o laboratório é a única medida existente — não é que o dado real conte outra história, é que não há outra história para contar.
E onde havia dado, ele merece a ressalva que prometemos: dos sete com amostra, dois apareceram como rápidos, três como medianos e dois como lentos. Um caso contraria abertamente a nossa tabela: um site com nota 50 e LCP de 19 segundos no laboratório figurava como rápido para os visitantes reais. É o que acontece quando o público de verdade chega por conexão boa, em aparelho bom, muitas vezes com a página já em cache. O laboratório é um piso pessimista de propósito, e vale lembrar disso antes de usar qualquer linha desta tabela como sentença.
O que fazer com isso, se você contrata
Não use este artigo como lista de bons e maus fornecedores. Site lento não significa agência ruim, e várias dessas empresas fazem trabalho reconhecido. O que a tabela mostra é outra coisa: o site da própria agência é o exemplo mais barato de conferir antes de contratar, e quase ninguém confere.
Antes de assinar com qualquer fornecedor, incluindo nós, faça isto em cinco minutos:
- Rode o PageSpeed Insights no site da agência, em celular.
- Rode também num trabalho recente do portfólio dela, que é o que mais interessa.
- Olhe o peso da página e o número de requisições, não só a nota.
- Pergunte o que explica o número. Resposta técnica e específica é bom sinal; "isso não importa mais" é sinal ruim.
Esse último ponto merece nuance. Nota de PageSpeed não é o objetivo de um site, e um site com nota 100 que não gera contato não serve para nada. Mas velocidade no celular tem efeito direto em quem desiste antes de a página abrir, e é um dos poucos critérios que o comprador consegue verificar sozinho, de graça, antes de fechar.
Ressalvas, ditas com todas as letras
Quem fez esta medição não é neutro, então vale ser explícito:
- A CL3 fez a medição e está na amostra. Aparecemos em segundo lugar. Isso é conveniente para nós e o leitor tem todo o direito de descontar o entusiasmo, por isso publicamos o método completo em vez de só o resultado.
- É teste de laboratório, não de usuário real. O PageSpeed simula uma conexão e um aparelho. Dado de campo pode contar outra história, e em um caso desta amostra conta mesmo: está detalhado na seção sobre o que não entrou na primeira versão.
- Uma rodada, um dia, só a home. Medições variam. Uma home pesada não descreve o site inteiro, e um site pode ter páginas internas bem mais leves.
- Dezoito sites não são o mercado. A amostra saiu de empresas que aparecem nas buscas do setor, não de um sorteio representativo.
- Nota não é qualidade. Performance é uma dimensão entre várias, e várias dessas agências entregam resultado para os clientes delas.
Se alguma das empresas citadas quiser contestar um número ou informar que corrigiu, é só falar com a gente: atualizamos a tabela com a data da nova medição.
Por que a CL3 mediu isso
Porque a gente vende velocidade e achou justo colocar o próprio site na mesma régua, publicamente, junto com quem disputa o mesmo cliente. O nosso número não é mágica: 0,79 MB e 15 requisições contra uma mediana de 4,13 MB e 100 requisições. A diferença está em não carregar o que não é necessário, e isso é decisão de projeto, não de ferramenta.
Se você quer o mesmo teste no seu site, sem precisar de nada: a análise é gratuita e devolve a nota mais os pontos que explicam ela. E se quiser entender o que cada métrica significa antes de olhar o resultado, escrevemos o guia das Core Web Vitals.
Revisado em 16 de setembro de 2026. Voltamos aos dados brutos de 2 de agosto e publicamos dois campos que tinham ficado de fora. O CLS, que mede o quanto a pagina pula enquanto carrega, teve mediana 0,001 e dezesseis dos dezoito dentro do limite do Google: estabilidade visual e o item que esse mercado acertou. E onze dos dezoito nao tinham dado de usuario real no PageSpeed, o nosso site incluido, o que diz algo sobre o volume de visita que esses sites recebem. Entre os sete com amostra, um contraria a nossa propria tabela e esta publicado assim mesmo.
Publicado em SEO
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