Corrigir conversões infladas: o número vai cair, e é isso mesmo
Duzentas conversões no relatório e quatro clientes no mês não é contradição: é uma régua medindo outra coisa. Achar o que ela está medindo leva menos tempo do que suportar mais um trimestre de dúvida.
O ponto de partida
O que é uma conversão inflada?
É toda linha contada como resultado que não corresponde a um contato real. Não é fraude nem bug: é uma régua mal apontada. O caso clássico é o disparo no clique do botão enviar, que registra também quem errou o campo obrigatório, quem desistiu, quem recarregou a página de obrigado e o robô de spam que preencheu tudo sozinho.
O detalhe cruel é a direção do erro. Número inflado nunca erra para menos. Ele erra sempre para o lado que agrada, e por isso quase ninguém desconfia dele: o painel melhora, o relatório do mês fica bonito e a dúvida só aparece quando o comercial reclama que não chegou ninguém.
Corrigir é desconfortável de propósito. Depois da correção o número cai, o custo por conversão sobe e nenhum cliente a menos entrou pela porta. O que mudou foi a régua.
O que fazemos
- Identificação da causa a partir do sintoma que você descreve
- Linha de base do período anterior guardada fora da plataforma
- Gatilho movido do clique para o acontecimento
- Contagem, janela e categoria revisadas uma a uma
- Meta de lance limpa do que não representa negócio
- Documento com o que ficou configurado e como conferir
Diagnóstico
Ache o seu sintoma, e a causa provável
Você não precisa saber a causa para pedir ajuda. Precisa saber descrever o que está estranho.
"Tenho 200 conversões e 4 clientes"
Causa provável: o gatilho dispara no clique do botão, não na confirmação do envio. Conta quem errou o campo, quem desistiu e o robô. É a causa mais comum de todas, e exige mexer onde a tag mora.
"O número dobrou do nada"
Causa provável: a mesma ação sendo contada por dois caminhos, em geral a conversão nativa da plataforma somada à importada do Analytics. Ou alguém instalou a tag duas vezes no site.
"Um cliente vira cinco conversões"
Causa provável: contagem em "todas" numa conta de geração de contato, somada a gente que recarrega a página de obrigado. Para contato, a contagem certa é "uma" por clique no anúncio.
"A campanha gasta no termo errado"
Causa provável: toda ação de conversão entrando na meta que guia o lance. O sistema otimiza pela média de sinais que valem coisas diferentes, e persegue o mais fácil de gerar.
"Piorou depois de setembro"
Causa provável: a conta foi migrada para o AI Max e ninguém revisou o sinal. Com lance automático e correspondência mais larga, a conversão errada passou a dirigir onde o dinheiro vai.
Como trabalhamos
A ordem da correção
Guardar antes, corrigir depois. Sem a linha de base, nada do que vier depois pode ser comparado.
Guardar a linha de base
Custo por conversão, taxa de conversão e volume do período anterior, exportados para fora da plataforma. É a primeira coisa, porque depois da correção a série muda de significado e não dá para voltar atrás.
Achar a causa, não o sintoma
Reproduzimos o caminho do visitante e vemos o que dispara em cada passo. Quase sempre há mais de uma causa somando, e corrigir uma só deixa o número errado de outro jeito.
Corrigir no site
Gatilho preso ao desfecho, trava contra contagem dobrada, robô recebendo sucesso sem gerar conversão. É a parte que mais muda o número, e a que exige acesso ao site.
Corrigir na conta
Categoria, contagem, janela e meta de lance. São ajustes gratuitos, de minutos, e respondem por boa parte do estrago quando ninguém nunca os revisou.
Comparar com a realidade
Um ciclo confrontando o que a plataforma registra com o que chegou no comercial. É a etapa que transforma número em critério, e a que quase ninguém faz depois de corrigir.
Dúvidas de quem contrata
Perguntas sobre conversões infladas
Vai, e é para isso que serve. O relatório passa a mostrar menos conversões porque passa a mostrar as que existem. É a hora mais desconfortável do processo, e vale combinar antes: o número cai, o custo por conversão sobe, e nenhum cliente a menos entrou pela porta. O que mudou foi a régua, não o resultado.
Trocar a meta de conversão faz o lance automático reaprender, e as primeiras semanas ficam instáveis. Isso não é motivo para manter o sinal errado: aprender com dado ruim é pior do que reaprender com dado bom. O que fazemos é guardar a linha de base do período anterior fora da plataforma, para a comparação depois ter sentido.
Parte sim, parte não. Contagem, janela, categoria e meta de lance são ajustes dentro da conta, gratuitos e de minutos. Mas a causa mais comum de número inflado é o gatilho no site disparar no clique em vez do desfecho, e essa só se resolve mexendo onde a tag mora. Quando não há acesso ao site, dizemos o que fica sem solução.
É o caso mais comum e não é problema. Trabalhamos com o que está instalado, apontamos o que conta errado e entregamos por escrito para quem cuida da conta aplicar, se for esse o seu caminho. Não exigimos exclusividade nem troca de fornecedor para corrigir um número.
A correção em si é rápida. A confiança demora um ciclo: é preciso um período com volume para comparar o que a plataforma registra com o que chegou no seu comercial. Essa comparação é o que transforma número em critério, e é a etapa que quase ninguém faz depois de corrigir.
Não dá para garantir, porque plataforma muda regra e site muda estrutura. O que reduz o risco é documentar o que ficou configurado e como conferir, o que entregamos junto. Com isso você consegue refazer a checagem sozinho daqui a seis meses, sem depender de nós nem de quem estiver cuidando da conta.
Se a dúvida ainda é genérica, comece pela auditoria de traqueamento. Se já sabe que o problema é a configuração, o detalhe está em configuração de conversões no Google Ads.