Quanto custa anunciar no Google? O custo real por clique


Capa do artigo: Quanto custa anunciar no Google? O custo real por clique

A resposta curta é: você decide. O Google Ads não tem preço de tabela, você define quanto quer gastar por dia e paga por clique. O que ninguém explica é que essa liberdade toda é justamente onde a maioria das empresas perde dinheiro, porque escolher o valor sem saber o custo do seu setor é chutar.

Como a cobrança funciona, em três frases

Você define um orçamento diário. O Google leiloa cada busca entre os anunciantes e cobra só quando alguém clica. O valor de cada clique varia conforme quanto seus concorrentes estão dispostos a pagar por aquela palavra e o quanto o Google considera seu anúncio relevante.

Ou seja, não existe "quanto custa anunciar no Google". Existe quanto custa o clique nas palavras que interessam a você, e isso muda por setor, por cidade e por hora do dia.

Como descobrir o custo por clique do seu setor

Faixa média de mercado não serve para planejar, porque a variação entre setores e entre cidades é maior que a própria média. O custo de "advogado trabalhista" em São Paulo não se parece com o de "conserto de fogão" em Maringá, e nenhum artigo pode adivinhar o seu.

O número real é gratuito e leva dez minutos. Dentro do Google Ads, no Planejador de Palavras-chave, escolha "Descobrir novas palavras-chave", digite os termos que descrevem o que você vende, e defina a localização para a sua região de atendimento, não para o Brasil inteiro. A ferramenta devolve, para cada termo:

  • a média de buscas por mês na região escolhida;
  • o nível de concorrência;
  • a faixa de lance no topo da página, que é a estimativa de custo por clique.

Anote a faixa alta, não a baixa: é ela que descreve o que custa aparecer nas primeiras posições. Com esse número em mãos a conta fica concreta. Se o clique custa R$ 12 e a sua verba é de R$ 1.000, são cerca de 80 cliques no mês. Com 5% de conversão, quatro orçamentos. A campanha só se justifica se quatro orçamentos valerem mais de mil reais para você, e isso depende do seu ticket e da sua taxa de fechamento.

Fazer essa conta antes é o que separa quem investe de quem aposta. Ela às vezes mostra que o setor é caro demais para a verba disponível, e essa também é uma resposta útil: melhor descobrir na planilha do que no extrato do terceiro mês.

Por dia ou por mês

O orçamento se define por dia, e o Google pode gastar até o dobro em um dia movimentado, compensando nos dias fracos. No fechamento do mês ele respeita a média multiplicada pelos dias, então planeje pelo mensal e divida por trinta.

Um erro comum é definir valor diário tão baixo que a campanha não aparece nos horários que importam. Se o clique do seu setor custa R$ 6 e você põe R$ 10 por dia, são menos de dois cliques diários, e a campanha some do ar antes do meio da manhã.

Google Ads, Google Meu Negócio e Google Maps não são a mesma coisa

Essa confusão aparece direto nas buscas e custa dinheiro:

  • Perfil da Empresa no Google, o antigo Google Meu Negócio, é gratuito. Ninguém precisa pagar para ter endereço, horário, fotos e avaliações no mapa. Se alguém está cobrando de você só para criar ou manter o perfil, o serviço vendido é o trabalho, não o espaço.
  • Anúncio no Maps existe e é pago, mas é uma extensão da campanha de Ads, não um produto separado.
  • Google Shopping é para quem vende produto, com feed de catálogo, e costuma ter clique mais barato que a busca comum.

Antes de investir em anúncio, arrume o perfil gratuito. Em busca local ele aparece acima dos resultados normais, e é a coisa de maior retorno por hora de trabalho que existe. Escrevemos o passo a passo no guia do Perfil da Empresa no Google.

O custo que não está no extrato

A conta do Google é só uma parte. Some também:

  • Gestão. Campanha sem acompanhamento semanal degrada: termos ruins entram, custo sobe, conversão cai. Agências cobram por essa gestão de duas formas, valor fixo mensal ou percentual da verba, e vale entender qual antes de fechar: no percentual, quem gerencia ganha mais quando você gasta mais.
  • Página de destino. Clique caro que cai numa página genérica desperdiça a metade cara do processo. Uma landing page feita para aquela campanha muda a conversão mais do que qualquer ajuste de lance.
  • O tempo de aprendizado. As primeiras duas ou três semanas produzem dados, não vendas. Quem corta a campanha no décimo dia paga o aprendizado e não colhe nada.

Quanto dá para começar

Em vez de um valor, use uma regra de volume: a verba do mês precisa comprar cliques suficientes para produzir pelo menos algumas dezenas de visitas nos termos escolhidos. Multiplique o custo por clique que você achou no Planejador pelo número de cliques que quer testar, e esse é o seu piso. Em setor de clique caro, ele sobe; em comércio local, cai bastante.

Abaixo desse piso o volume é tão pequeno que não dá para distinguir resultado de sorte, e a empresa acaba concluindo que anúncio não funciona quando na verdade nunca chegou a testar.

E há um teste anterior a qualquer valor: quanto vale um contato para você. Ticket médio, margem e taxa de fechamento definem o teto do que pagar por orçamento recebido. Detalhamos essa conta no artigo sobre Google Ads para pequenas empresas.

Em resumo

Anunciar no Google custa o que você definir, mas rende conforme o custo do clique no seu setor e a qualidade da página que recebe esse clique. Descubra o custo por clique da sua região antes de escolher a verba, arrume o perfil gratuito no mapa primeiro, e reserve orçamento para as semanas de aprendizado.

Se quiser uma leitura do seu caso antes de investir, a consultoria começa por essa conta. É mais barato descobrir que não fecha numa planilha do que no extrato do terceiro mês.

Compartilhar no WhatsApp