A semana no marketing: relatório de IA no Search Console, WhatsApp cobrando respostas e prazo no Ads


Tecla com a sigla AI em destaque no teclado preto de um notebook com luz verde

Segunda edição da resenha de toda sexta: o que aconteceu no marketing digital entre 8 e 14 de agosto, com fonte em cada afirmação e um "o que fazer com isso" no fim de cada bloco. A semana em uma frase: o Search Console finalmente começou a mostrar o tráfego de IA, o WhatsApp oficial vai cobrar cada resposta a partir de outubro, e o Google Ads seguiu tirando controles da mão do anunciante.

O Search Console agora mostra como a IA do Google usa o seu site

A notícia mais importante da semana para quem depende de busca: o relatório de desempenho em IA generativa do Search Console, anunciado em junho, começou a aparecer para donos de site no mundo todo entre os dias 11 e 13, com direito a aviso na abertura da ferramenta. Ele isola as impressões que as suas páginas geram dentro dos AI Overviews e do Modo IA, com filtros por URL, país e dispositivo. As limitações valem registro: ainda não abre cliques separados nem as perguntas feitas, e nem toda conta recebeu o acesso.

O contexto que torna isso urgente, via cobertura diária do Search Engine Roundtable: cerca de metade das buscas no Google já exibe resposta de IA, e o Google passou a usar o Gemini 3.5 Flash-Lite em parte delas. A resposta de IA deixou de ser exceção; agora existe régua oficial para medir o que ela faz com o seu site.

O que fazer com isso: abrir o Search Console e procurar o relatório novo. Se a sua empresa nunca verificou a propriedade por lá, esta é a semana em que deixar de fazer isso passou a custar visibilidade de verdade: sem a verificação, você não enxerga nem o tráfego clássico nem o de IA. O caminho técnico de aparecer nessas respostas é o mesmo que descrevemos em como a busca com IA usa os sites.

WhatsApp oficial vai cobrar cada resposta a partir de outubro

A Meta publicou as novas regras de cobrança da API do WhatsApp Business e o mercado brasileiro passou a semana fazendo contas. O resumo, conferido em Canaltech e no detalhamento da Zenvia: a partir de 1º de outubro, as mensagens de serviço, aquelas respostas de texto livre dentro da janela de 24 horas que sempre foram gratuitas, passam a ser cobradas uma a uma, valendo para atendente humano, robô ou agente de IA. Os templates de utilidade em janela aberta entram na mesma regra, e a tabela de preços por país só sai até 1º de setembro, então ainda não existe tarifa oficial fechada para o Brasil.

A distinção que quase nenhuma manchete faz, e que muda tudo para o pequeno negócio: isso vale para a API oficial, usada por empresas que atendem por plataformas, chatbots e sistemas integrados. O aplicativo gratuito WhatsApp Business, aquele do celular, segue como está. Se a sua empresa responde cliente pelo app, nada muda em outubro; se atende por plataforma, cada mensagem vira item de fatura.

O que fazer com isso: primeiro, descobrir em qual dos dois mundos a sua operação está, e quem usa plataforma de atendimento deve perguntar ao fornecedor como a cobrança será repassada. Segundo, entender a direção da mudança: a Meta passa a cobrar por volume de conversa, então operação que resolve em poucas mensagens bem pensadas fica mais barata que operação que despeja texto. Fluxo enxuto, registro em CRM e agente que resolve de primeira deixaram de ser refinamento e viraram economia direta. É o desenho de operação que fazemos na consultoria.

Google Ads: mais um controle sai da sua mão, e segunda-feira muda o lance

Da rodada de anúncios do Google Ads: em setembro acaba a segmentação manual de idioma. O sistema passa a detectar sozinho a língua da pessoa e a escolher qual versão do anúncio exibir. Para quem anuncia só em português no Brasil o efeito tende a ser pequeno, mas é mais um capítulo do padrão que vale nomear: a cada trimestre, um controle manual vira decisão da IA do Google.

E o lembrete com data da edição passada venceu: segunda-feira, dia 17, campanhas limitadas por orçamento com lances por meta param de superar o alvo e passam a convergir para ele. Se você ainda não comparou a meta configurada com o custo real, o fim de semana é o prazo.

O que fazer com isso: revisar as metas de CPA e ROAS até domingo, deixando o alvo no valor que você realmente aceita pagar. E seguir a regra de sempre para os controles que restam: relatório de termos de pesquisa aberto toda semana e lista de negativas viva, como está no nosso guia de campanha de pesquisa.

Rápidas da semana

  • Ranking tremeu de novo, agora nos dias 12 e 13: as ferramentas de rastreio registraram mais um pico de volatilidade, o terceiro do mês, e o Google segue sem confirmar update. Vale o mesmo conselho da semana passada: semana instável não é motivo para refazer site.
  • Perfil da Empresa ganhou denúncia de resposta imprópria: o Google agora permite reportar respostas inadequadas de donos nas avaliações. Quem responde avaliação no calor do momento tem mais um motivo para respirar antes de escrever.
  • AI Overviews com imagens geradas por IA: o Google começou a exibir imagens criadas por IA dentro das próprias respostas, mais um passo da resposta que se basta sem clique.
  • Merchant Center para agências: o vínculo de contas subiu para até mil por agência, sinal do investimento contínuo do Google no varejo.

Em resumo

A semana entregou uma ferramenta, uma fatura e um prazo. A ferramenta: o relatório de IA do Search Console, que transforma "quanto a IA me afeta" de palpite em número. A fatura: o WhatsApp oficial cobrando cada resposta a partir de outubro, o que premia operação enxuta e pune conversa desperdiçada. O prazo: segunda-feira mudam os lances por meta em campanha de verba curta, e quem não revisar o alvo vai pagar a diferença.

Nova edição toda sexta. Se a fatura de outubro do WhatsApp ou o relatório novo do Search Console pegaram a sua empresa sem plano, a consultoria resolve, e a análise gratuita de site segue aberta.

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