Como comparar duas propostas de site lado a lado: a planilha de 12 linhas


Duas pessoas trabalhando lado a lado com documentos sobre a mesa, em close

Duas propostas de site na mesa, uma de R$ 2.800 e outra de R$ 6.500, as duas prometendo "site completo e responsivo". Comparar pelo preço é o erro mais comum, porque as duas quase nunca descrevem a mesma coisa. Este guia traz a planilha de doze linhas que transforma qualquer proposta em respostas comparáveis, o que é uma boa resposta e o que é sinal de alerta em cada linha, e o e-mail que pede o que falta antes de assinar.

Por que o preço não compara nada

Site não é produto de prateleira: é um serviço de escopo variável, e o escopo é o que muda de proposta para proposta. "Site completo" pode ser cinco páginas com texto escrito para o seu negócio ou um modelo com o nome trocado; "responsivo" é o mínimo desde 2015 e não diz nada sobre velocidade; "otimizado para o Google" pode significar títulos pensados e Search Console instalado ou um plugin ativado. Enquanto as duas propostas não forem traduzidas para as mesmas linhas, a diferença de preço é só a diferença entre dois textos de venda. As faixas de preço do mercado ajudam a saber se um valor é razoável; a planilha abaixo diz o que ele compra.

A planilha de doze linhas

Copie as doze linhas numa planilha, uma coluna por proposta, e preencha com o que está escrito, não com o que foi dito na reunião. Linha em branco é a resposta mais importante: é o que a proposta não cobre.

LinhaResposta boaSinal de alerta
1. Páginas e seções, listadasLista nominal: início, serviço A, serviço B, sobre, contato, blog."Até X páginas" sem dizer quais, ou "site completo".
2. Quem escreve os textosA agência escreve a partir de briefing, com rodada de aprovação."Conteúdo fornecido pelo cliente" escondido no rodapé.
3. Fotos e imagensOrigem declarada: fotos suas, banco de imagens com licença em seu nome, ou sessão.Imagens "ilustrativas" sem dizer de onde vêm nem de quem é a licença.
4. Design próprio ou modeloDiz qual. Modelo não é defeito, desde que esteja escrito e no preço."Design exclusivo" com portfólio em que todos os sites parecem iguais.
5. Celular e velocidadeCritério de aceite numérico: nota no PageSpeed, maior elemento visível em até 2,5 segundos."Responsivo e rápido" sem número para conferir.
6. Base para o GoogleTítulos e descrições por página, Search Console instalado, dados estruturados da empresa."SEO incluso" sem dizer o que é, ou "garantia de primeira página".
7. Domínio e hospedagemDomínio no seu CNPJ; hospedagem em seu nome ou com acesso seu, preço de renovação escrito.Domínio "por nossa conta", hospedagem só pela agência.
8. Acessos e arquivosEntrega com senhas, arquivos e você como proprietário das contas do Google.Silêncio. Essa linha em branco é a mais cara de todas.
9. Prazo e gatilhoDias úteis contados a partir da entrega do material, com o que acontece se cada lado atrasar."Prazo médio de 30 dias" sem ponto de partida.
10. RevisõesNúmero de rodadas incluídas e o que conta como alteração depois da aprovação."Ajustes ilimitados", que ninguém cumpre, ou nenhuma menção.
11. Manutenção e mensalidadeSeparada da criação, opcional, com o que inclui e o que acontece se parar: você leva o site.Mensalidade obrigatória cujo fim tira o site do ar.
12. Preço, parcelas e cancelamentoValor fechado, o que cada parcela cobre, e a regra se o projeto parar no meio.Multa de cem por cento, ou nenhuma regra escrita.

As linhas 7, 8, 11 e 12 têm fundamento em lei, e por isso merecem artigo próprio: as nove cláusulas do contrato de criação de site explica o que a lei do software e a lei de direitos autorais dizem quando a proposta não diz nada.

Como ler a planilha preenchida

Com as duas colunas lado a lado, três coisas aparecem. A primeira é o que a proposta barata não inclui: quase sempre texto, fotos e medição, que são justamente as partes que fazem o site trazer cliente. Some o que você vai pagar para resolver isso por fora, ou o tempo que vai gastar fazendo sozinho, e o preço muda de lugar. A segunda é o que a proposta cara inclui a mais: se é trabalho que muda resultado, como texto, velocidade e estrutura para a busca, ela está vendendo o que você precisa; se é "gestão de projeto" e "reunião de alinhamento", está vendendo horas. A terceira é a linha 8: duas propostas iguais em tudo, uma com acessos entregues e outra sem, não são iguais. A segunda é um aluguel.

Os três erros de quem compara

Escolher a mais barata. O site de R$ 500 costuma sair caro porque é refeito em um ano, como já contamos. O barato que vale é o que, na planilha, cobre as doze linhas com menos.

Escolher pelo layout da apresentação. Imagem de apresentação é promessa; site no ar é prova. Peça três sites publicados de clientes reais e abra no celular, com o PageSpeed ao lado. Em agosto medimos as páginas iniciais de 18 agências, e nenhuma passou no limite de 2,5 segundos do Google. Quem não entrega velocidade no próprio site dificilmente entrega no seu.

Acreditar na primeira página garantida. Ninguém controla o resultado do Google, e o próprio Google diz isso na documentação para quem contrata SEO. Proposta que garante posição está garantindo o que não é dela. A pergunta certa é outra: o que vocês instalam para eu medir em que posição estou?

O e-mail que pede o que falta

Linha em branco não desclassifica a proposta; obriga a perguntar. Mande o mesmo e-mail para as duas empresas, com as linhas que faltaram, e guarde as respostas: resposta por escrito vira anexo do contrato. Um modelo que funciona:

"Antes de decidir, preciso de quatro confirmações por escrito. 1) Quais páginas estão incluídas, pelo nome. 2) Quem escreve os textos e de onde vêm as fotos. 3) Em nome de quem ficam o domínio e a hospedagem, e o que é entregue ao final: acessos, arquivos, propriedade das contas do Google. 4) O que acontece se eu encerrar a manutenção daqui a um ano. Se puderem responder no corpo do e-mail, já comparo as duas propostas com base nisso."

A qualidade da resposta diz tanto quanto o conteúdo. Quem responde em um dia, por escrito e sem rodeio, vai tratar o projeto do mesmo jeito.

Como é na CL3

A nossa proposta já vem com as doze linhas preenchidas, porque foi assim que aprendemos a perder menos tempo em reunião: escopo nominal, texto escrito por nós a partir do briefing, critério de velocidade medido no PageSpeed na entrega, domínio no seu CNPJ, acessos entregues, prazo contado da chegada do material e manutenção opcional. Se você está comparando propostas agora, peça a nossa e coloque na planilha ao lado das outras. Se já tem um site e quer saber o que a proposta anterior deixou de entregar, a análise gratuita confere velocidade, estrutura e identificação da empresa em minutos.

Perguntas frequentes

O que precisa estar escrito numa proposta de criação de site?

Doze coisas: as páginas pelo nome, quem escreve os textos, de onde vêm as fotos e em nome de quem está a licença, se o design é próprio ou modelo, um critério numérico de velocidade no celular, a base para o Google (títulos, Search Console, dados estruturados), em nome de quem ficam domínio e hospedagem, o que é entregue ao final (acessos, arquivos, propriedade das contas), o prazo com o seu ponto de partida, o número de rodadas de revisão, a manutenção separada da criação e a regra de preço, parcelas e cancelamento. Linha em branco é a resposta mais importante: é o que a proposta não cobre.

Devo escolher a proposta de site mais barata ou a mais cara?

Nenhuma das duas pelo preço. A barata costuma deixar de fora texto, fotos e medição, que são as partes que fazem o site trazer cliente; some o que você vai pagar para resolver isso por fora e o preço muda de lugar. A cara pode estar cobrando trabalho que muda resultado ou apenas horas de reunião. Com as doze linhas preenchidas para cada proposta, a comparação deixa de ser entre dois números e passa a ser entre dois escopos, e aí a escolha costuma ficar óbvia.

Existe garantia de primeira página no Google?

Não. Ninguém controla o resultado do Google, e a própria documentação do Google para quem contrata serviços de SEO diz isso. Proposta que garante posição está garantindo o que não é dela, e é um sinal de alerta forte. A pergunta útil é outra: o que a agência instala para você medir em que posição está, e o que ela entrega de base, como títulos por página, Search Console e dados estruturados, para o site ter condição de ranquear.

A proposta não diz em nome de quem fica o domínio. O que fazer?

Perguntar por escrito antes de assinar, junto com as outras linhas que ficaram em branco, e guardar a resposta como anexo do contrato. A única resposta aceitável é o domínio registrado no CNPJ da sua empresa, com você como titular no Registro.br, e os acessos entregues ao final do projeto. A lei de direitos autorais só reconhece a cessão do layout e dos textos quando ela está escrita, e por isso a resposta por e-mail não substitui a cláusula: ela ajuda a exigi-la.

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