Criação de sites com IA: o que você recebe e o que falta


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"Criação de sites com IA" é uma das buscas que mais aparecem no autocomplete do Google em 2026, e a pergunta por trás dela é justa: se a inteligência artificial monta um site em minutos, por que pagar alguém? A resposta honesta, vinda de quem vende site e por isso merece a sua desconfiança: a IA entrega mesmo, para o que ela foi feita. Este artigo mostra o que você recebe, o que fica faltando, e um teste de dez minutos para julgar o resultado por conta própria.

O que as ferramentas de IA entregam de verdade

Ferramentas como o construtor com IA do Wix, o criador de sites da Hostinger, o Framer e o Canva fazem o que prometem: você responde três ou quatro perguntas e sai com um site no ar em minutos, com layout organizado, texto preenchido e hospedagem embutida.

Isso é real e tem valor. Para validar uma ideia, colocar um projeto pessoal no ar ou dar um endereço a um negócio que está nascendo sem orçamento, é a ferramenta certa, e dizemos isso sem ironia. O problema não é o que a IA faz. É o que ela não tem como fazer.

As cinco coisas que o site de IA não resolve

1. O texto é genérico por construção

A IA escreve a partir do que existe em escala: "soluções personalizadas", "qualidade e compromisso", "atendimento diferenciado". São as mesmas frases dos milhares de sites gerados no mesmo mês. O Google ranqueia página que responde uma busca melhor que as concorrentes; texto que não diz o que você faz, para quem, em qual cidade e por qual diferença não disputa nada. Já escrevemos sobre como o Google trata conteúdo de IA: o problema nunca é a ferramenta, é a genericidade.

2. A estrutura que ranqueia não vem no pacote

Quem procura "instalação de ar condicionado em Maringá" cai numa página sobre isso, não numa home genérica. Site que capta cliente tem uma página por serviço e, quando o negócio é local, presença estruturada para a cidade. O construtor entrega uma home bonita; a arquitetura de páginas que intercepta buscas é trabalho de gente que sabe por que sites não aparecem no Google.

3. A performance não está no seu controle

A velocidade do site gerado depende da plataforma, dos blocos que a IA escolheu e do que você arrastou depois. Pode sair boa ou ruim, e você não tem como consertar o que a plataforma decide. O Google define limites públicos para isso, as Core Web Vitals. Quando medimos 18 sites de agências profissionais, nenhuma passou no limite de carregamento; não parta do princípio de que o gerador automático passa. Meça, o teste abaixo mostra como.

4. O "grátis" é uma assinatura com outro nome

O plano gratuito vem com subdomínio da plataforma e marca d'água; domínio próprio, remoção de anúncios e recursos básicos entram nos planos pagos, mês após mês, para sempre. Os preços estão publicados nas páginas das próprias ferramentas linkadas acima, e a conta que importa é a de anos, não a de meses. Site próprio tem custo também; a diferença é que o projeto é seu, e a mensalidade obrigatória, não existe.

5. Formulário sem destino não é conversão

O site de IA publica um formulário. Para onde vai o contato? Quem responde, em quanto tempo, com que mensagem? A parte do site que gera cliente é justamente a que conecta a página ao WhatsApp certo, ao CRM, à rotina de quem atende. Isso é operação, e nenhum gerador configura a sua.

O teste de dez minutos para o site que a IA te entregar

Não acredite em nós nem na plataforma. Rode você mesmo:

  1. Velocidade: cole o endereço no PageSpeed Insights, aba celular. Abaixo de 50 é faixa vermelha do próprio Google.
  2. Originalidade: copie uma frase inteira do seu texto e busque no Google entre aspas. Se aparecer em outros sites, você tem um clone, não um site.
  3. Busca real: procure "seu serviço + sua cidade" no Google. O seu site aparece em alguma página? E o concorrente?
  4. Celular de verdade: abra no 4G, fora do Wi-Fi. Conte os segundos até dar para ler e clicar.
  5. O caminho do contato: preencha o seu próprio formulário e cronometre quanto tempo leva para alguém (você) perceber.

Uma ressalva de método, dita com todas as letras: não publicamos aqui uma medição em escala de sites feitos por IA porque não existe forma confiável de identificar quais sites foram gerados assim. Em vez de inventar estatística, entregamos o teste para você rodar no seu caso, que é o único que importa.

Um contrapeso honesto: contratar também não garante

Seria cômodo encerrar com "por isso contrate gente". Temos medição que atrapalha esse final, e ela joga contra o nosso próprio mercado.

Em agosto de 2026 medimos as páginas iniciais de 18 agências de marketing e criação de sites — empresas que vivem de vender exatamente isto. O limite do Google para o conteúdo principal aparecer é 2,5 segundos. A mediana foi 9,4 segundos, e as dezoito ficaram acima, incluindo duas que tiraram mais de 90 na nota geral do PageSpeed. O pior caso chegou a 28,7 segundos numa conexão de celular simulada.

No mesmo período, ao avaliar 28 sites de escritórios de contabilidade, a nota mediana foi 72 de 100 — melhor do que esperávamos — e os piores grupos não eram visuais: medição e controle (40%), presença para as IAs (55%) e qualidade do texto (57%).

A leitura correta não é "agência é ruim". É que o que separa site bom de site ruim não é a ferramenta nem quem assinou: é se alguém definiu critério e mediu o resultado depois de entregar. Gerador com acompanhamento vence agência que entregou e sumiu, e o inverso também é verdade.

Por isso o teste de dez minutos da seção anterior vale para qualquer fornecedor. E acrescente três perguntas com resposta conferível, seja a proposta de um humano ou de uma plataforma:

  1. Em quantos segundos a página principal aparece no celular? Você mesmo confere no PageSpeed Insights, de graça.
  2. O texto foi escrito para o meu negócio, com o meu preço e o meu caso, ou é modelo com o nome trocado?
  3. Quem instala e acompanha a medição depois da entrega — Search Console, analytics e verificação no Bing?

Quando a IA basta, e quando contratar faz conta

A IA basta quando o site é um endereço: validar ideia, portfólio pessoal, projeto que precisa existir sem orçamento. Começar assim é legítimo, e migrar depois é normal.

Contratar faz conta quando o site é um canal: quando você quer que ele intercepte busca local, receba anúncio, gere orçamento toda semana. Aí a diferença entre a home genérica e a estrutura própria não é estética, é o resultado que paga o projeto. O investimento está dimensionado em quanto custa criar um site profissional.

Em resumo

A IA baixou o custo de existir na internet, e isso é bom, inclusive para você testar antes de investir. O que ela não baixou foi o custo de competir: texto que responde a busca, estrutura por serviço e cidade, velocidade auditada, contato que cai na operação. Se o seu site precisa competir, essa camada continua sendo trabalho.

Quer saber em qual das duas situações você está? Rode o teste de dez minutos acima no que você tem hoje, ou use a nossa análise gratuita, que varre o site e devolve a nota na hora, sem cadastro. Se o resultado disser que basta, a gente falou primeiro.

Revisado em 16 de setembro de 2026. Entrou um contrapeso que joga contra o nosso próprio mercado: ao medir 18 sites de agências de criação, a mediana de carregamento ficou em 9,4 segundos e nenhuma passou no limite do Google. Somado à medição dos 28 escritórios de contabilidade, a conclusão deixou de ser 'contrate gente' e passou a ser que o que separa site bom de ruim é se alguém definiu critério e mediu depois de entregar — com as três perguntas conferíveis para qualquer fornecedor, humano ou automático.

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