Anunciar no Instagram: quanto custa e como começar certo


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Anunciar no Instagram é barato de começar e fácil de desperdiçar. O botão "impulsionar" resolve em três toques, e é justamente por isso que a maior parte da verba de pequena empresa some por ali sem deixar rastro. Este texto mostra quanto custa de verdade, o que o impulsionar não faz, e como começar sem queimar o primeiro mês.

Quanto custa, e como ver o seu número antes de gastar

Você define quanto gastar por dia. O que varia é quanto isso compra, e depende do público escolhido, da época do ano e da qualidade do criativo. Faixa média não ajuda a planejar: público muito restrito encarece, dezembro encarece tudo, e a diferença entre um vídeo bom e uma foto de banco de imagem muda o custo mais que qualquer ajuste de segmentação.

A boa notícia é que você não precisa de estimativa de artigo nenhum. O próprio gerenciador mostra a previsão antes de você confirmar. Ao montar o conjunto de anúncios, com o público e a verba definidos, aparece do lado direito o alcance diário estimado e a estimativa de resultados para o objetivo escolhido. Com o valor diário que você pretende gastar, isso responde na hora quantas pessoas e quantas conversas aquele dinheiro deve comprar no seu público, na sua região.

Vale montar a campanha até essa tela sem publicar, só para ver o número. Se a estimativa for de pouquíssimos resultados por dia, o problema aparece antes de custar dinheiro, e as saídas são conhecidas: ampliar um pouco o público, aumentar a verba diária ou trocar o objetivo por um mais barato.

Sobre o valor de partida, a regra que usamos é de volume, não de reais: a verba precisa comprar resultado suficiente para você distinguir aprendizado de acaso. Campanha que gera dois cliques por dia leva meses para dizer qualquer coisa.

Impulsionar não é a mesma coisa que anunciar

O botão de impulsionar, dentro do aplicativo, é uma versão simplificada. Ele funciona para um objetivo só: dar mais alcance a um post que já foi bem. Para qualquer coisa além disso, ele tira de você justamente o que faz a campanha funcionar:

  • Objetivo de verdade. Pelo gerenciador dá para otimizar para conversa, cadastro ou compra. No impulsionar, o objetivo real quase sempre é visita ao perfil, que não é venda.
  • Públicos salvos e semelhantes. Criar audiência parecida com a de quem já comprou é onde o Meta ganha do Google, e não existe no botão.
  • Teste de criativo. Rodar três versões e deixar a plataforma achar a melhor é o que mais reduz custo, e exige o gerenciador.
  • Medição. Sem o pixel instalado no site, você não sabe quem clicou e virou orçamento.

Regra prática: impulsione um post quando ele já estiver indo bem organicamente. Para qualquer campanha com objetivo comercial, use o gerenciador.

Anunciar sem ter Facebook

Dá, mas com limitação. O impulsionar direto pelo aplicativo funciona só com a conta do Instagram. Para usar o gerenciador, com públicos, pixel e relatório, é preciso uma conta comercial vinculada, e é ela que destrava o que vale a pena. Vale fazer essa configuração uma vez.

Onde a verba vaza

O criativo genérico

No Instagram, o anúncio compete com conteúdo de amigos e criadores. Foto de banco de imagem perde essa disputa em meio segundo. O que funciona é material que parece do lugar: produto real, cliente real, bastidor, antes e depois quando a profissão permite.

Público amplo demais

Segmentar "Brasil, 18 a 65" gasta rápido e alcança quem nunca vai comprar. Comece pela sua região de atendimento e por interesses realmente ligados ao que você vende. Em negócio local, o raio importa mais que o interesse.

O destino

Mandar todo mundo para o perfil é o desperdício mais comum. O visitante chega, vê nove fotos e sai. Se o objetivo é venda, o destino precisa ser uma página que responde o que o anúncio prometeu, ou uma conversa no WhatsApp já iniciada com contexto.

Trocar tudo a cada dois dias

A campanha precisa de alguns dias para sair do aprendizado. Mexer todo dia reinicia esse processo e a plataforma nunca chega a otimizar.

Como saber se deu certo

Alcance e curtida não respondem. As perguntas que respondem:

  • Quantas conversas começaram por causa do anúncio?
  • Quantas viraram orçamento?
  • Quanto custou cada uma delas, dividindo a verba pelo número de orçamentos?

Compare esse custo com a margem de uma venda. Se um orçamento custa R$ 40 e a sua taxa de fechamento é de 1 em 5, cada venda custou R$ 200 de anúncio. Vale a pena se a margem cobrir isso com folga, e não vale se não cobrir, por mais bonito que esteja o alcance.

Em resumo

Instagram é barato de testar e caro de manter sem método. Veja a estimativa do gerenciador antes de publicar, use ele em vez do botão de impulsionar, segmente pela sua região, mande o clique para uma página feita para ele, e meça conversa iniciada em vez de alcance.

Antes de anunciar, vale olhar o que o Instagram faz bem e o que ele não resolve, porque parte do dinheiro se perde por pedir a ele o que ele não faz: escrevemos sobre isso em o Instagram traz cliente?. E se a dúvida for entre plataformas, comparamos as duas em Meta Ads ou Google Ads.

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