SEO
SEO técnico: checklist para saber se seu site está ok
SEO técnico soa como assunto exclusivo de programador, mas a verificação básica está ao alcance de qualquer dono de empresa com quinze minutos livres. São sete testes que não exigem senha, programa instalado nem conhecimento de código, e que revelam se a fundação do seu site está sólida ou se você está pagando por conteúdo e anúncios que despejam visitantes numa estrutura furada. Pegue o celular ou o computador e rode o checklist junto com o texto.
O que o SEO técnico cobre (e o que fica de fora)
Uma divisão simples ajuda a organizar o assunto. SEO tem três frentes: o conteúdo (os textos que respondem ao que as pessoas pesquisam), a autoridade (os sites que apontam para o seu) e a parte técnica, que garante que o Google consiga encontrar, ler, entender e recomendar suas páginas sem tropeços.
A frente técnica raramente faz um site subir sozinha. O papel dela é outro: não deixar que problemas invisíveis anulem o trabalho das outras duas. Um artigo excelente numa página que o Google não indexa rende zero. Por isso a ordem certa é verificar a base primeiro, e é isso que os testes abaixo fazem.
Teste 1: seu site está indexado?
Abra o Google e pesquise site:seudominio.com.br (com o seu endereço no lugar, sem espaço depois dos dois pontos). O resultado lista as páginas do seu site que estão no índice do buscador.
- Apareceram suas páginas? Base ok, siga para o próximo teste;
- Não apareceu nada? Problema grave: para o Google, seu site não existe. As causas vão de site muito novo a um bloqueio esquecido no código;
- Apareceram só algumas? Anote quais faltam, principalmente se forem páginas de serviço importantes.
Nos dois últimos casos, a investigação continua no Google Search Console, a ferramenta gratuita em que o próprio Google explica por que cada página entrou ou ficou de fora do índice.
Teste 2: sitemap e robots.txt existem?
Dois arquivos orientam a visita do robô do Google ao seu site. Ambos são públicos e você confere digitando o endereço no navegador:
- seudominio.com.br/sitemap.xml deve mostrar uma lista das suas páginas (o visual é de código mesmo, sem susto). É o mapa que ajuda o buscador a descobrir tudo que existe no site;
- seudominio.com.br/robots.txt deve abrir um arquivo de texto curto. Procure pela linha Disallow: / exatamente assim, com a barra sozinha: ela significa "não entre em nada" e costuma ser resto de configuração da fase de desenvolvimento que ninguém removeu.
Sitemap ausente atrasa a descoberta de páginas novas. Um robots.txt bloqueando tudo é sabotagem completa, e mais comum do que parece em site recém lançado.
Teste 3: HTTPS ativo e sem aviso de segurança
Olhe a barra de endereço do navegador com o seu site aberto. O endereço deve começar com https:// e não pode haver aviso de "não seguro". Faça um segundo teste: digite a versão com http:// (sem o s) e veja se o navegador te leva automaticamente para a versão segura. É esse redirecionamento que garante que ninguém acessa a versão desprotegida.
HTTPS deixou de ser diferencial faz tempo: é sinal de ranqueamento declarado pelo Google e requisito mínimo de confiança. Um aviso de segurança na tela espanta o cliente antes de qualquer texto ser lido. Se o certificado está vencido ou ausente, a correção é feita na hospedagem, geralmente sem custo, e deve furar a fila de prioridades.
Teste 4: rápido e utilizável no celular
Cole o endereço do site no PageSpeed Insights, ferramenta gratuita do Google, e olhe primeiro a aba de celular. O relatório traz as métricas de experiência que o buscador considera no ranqueamento, aquelas que traduzimos no artigo sobre Core Web Vitals: demora para o conteúdo aparecer, resposta ao toque e estabilidade da tela.
Complete com o teste humano: navegue pelo site no seu próprio celular, usando dados móveis. Texto legível sem zoom? Botões com espaço para o dedo? Menu funcionando? Nota ruim na ferramenta somada a experiência ruim no aparelho indica problema estrutural, quase sempre em imagens pesadas, hospedagem fraca ou excesso de código.
Teste 5: títulos e descrições únicos por página
Volte à pesquisa site:seudominio.com.br e leia os resultados como um cliente leria. Cada página deve exibir um título próprio, que diga o que ela oferece. Encontrou várias páginas com o mesmo título, ou coisas como "Home", "Página inicial" ou o nome da empresa sozinho em tudo? Esse é o problema.
O título e a descrição são o anúncio gratuito do seu site na página de resultados. Quando todos são iguais ou vagos, o Google tem dificuldade de saber qual página mostrar para cada pesquisa, e o usuário não tem motivo para clicar. Um bom título leva o assunto da página e a cidade ou diferencial; a descrição complementa com um convite. Página por página, sem repetição.
Teste 6: dados estruturados presentes
Dados estruturados são etiquetas invisíveis no código que dizem ao Google, sem ambiguidade, o que é cada coisa: isto é uma empresa, este é o telefone, este é o horário de funcionamento, isto é um artigo. Elas ajudam o buscador a entender o site e habilitam exibições mais ricas nos resultados.
Para verificar, procure no Google por "teste de pesquisa aprimorada" e use a ferramenta oficial (Rich Results Test) com o endereço do seu site. Se nada for detectado, o site funciona, mas está abrindo mão de uma vantagem que custa pouco para implementar, principalmente para negócio local, que se beneficia das marcações de empresa, endereço e avaliações.
Dica prática: repita este checklist a cada troca de site, de hospedagem ou de agência. A maior parte dos desastres técnicos de SEO acontece nessas transições, quando um bloqueio de desenvolvimento vai para o ar ou páginas mudam de endereço sem redirecionamento.
Teste 7: o seu domínio está verificado no Bing?
Este teste não existia nas primeiras versões deste checklist e hoje é o que mais gente reprova. O motivo: o índice do Bing é o que alimenta o ChatGPT e o Copilot. Quem não está lá não é citado por eles, por melhor que seja o conteúdo.
O tamanho do descuido a gente mediu. Ao avaliar 28 sites de escritórios de contabilidade de Maringá, encontramos 27 deles fora do Bing Webmaster Tools. Vinte e sete de vinte e oito. É um cadastro gratuito, o processo de verificação é o mesmo do Search Console e leva dez minutos, inclusive existe uma opção de importar as propriedades já verificadas no Google, que resolve em dois cliques.
Enquanto estiver lá, envie o sitemap também. É o mesmo arquivo do teste 2.
Os números de referência, para não depender de "parece bom"
Checklist sem régua vira opinião. Estes são os valores objetivos de cada teste, para você anotar antes e depois de qualquer correção:
| Item | Alvo | Onde medir |
|---|---|---|
| Conteúdo principal aparece (LCP) | até 2,5 segundos | PageSpeed Insights, aba celular |
| Resposta ao toque (INP) | até 200 milissegundos | PageSpeed Insights, dados de campo |
| Estabilidade visual (CLS) | até 0,1 | PageSpeed Insights |
| Páginas no índice | todas as que vendem | Search Console, relatório de indexação |
| HTTPS | ativo, com http redirecionando | digite o endereço com http:// |
Os três primeiros são limites oficiais do Google, avaliados no que 75% dos visitantes reais experimentam.
Uma calibragem útil antes de você se assustar com o próprio resultado: quando medimos 18 sites de agências de marketing, a mediana do tempo de carregamento foi de 9,4 segundos e nenhuma das dezoito passou no limite de 2,5. Se o seu site está em 4 segundos, ele está reprovado pelo Google e aprovado em relação ao mercado, o que significa que corrigir isso é uma vantagem disponível, não uma obrigação para empatar.
Fechou o checklist: e agora?
Se os sete testes passaram, sua fundação está em ordem e o jogo se decide no conteúdo e na autoridade. Se um ou dois itens falharam, você acabou de descobrir para onde apontar o esforço (ou a cobrança ao fornecedor) antes de investir mais um real em tráfego. Falhas em série contam outra história: remendar item por item num site mal construído costuma custar mais que refazer direito. Nesse cenário, um site para empresa local e B2B que já nasce com a parte técnica resolvida encerra o ciclo de consertos e devolve seu tempo para o negócio.
Rodou os testes e apareceu mais vermelho do que gostaria? Envie seu endereço e a gente te diz o que está travando o site.
Fale com a CL3Revisado em 16 de setembro de 2026. O checklist ganhou um sétimo teste e uma régua. O teste novo é a verificação do domínio no Bing, que alimenta o ChatGPT e o Copilot, e que 27 dos 28 sites que medimos em Maringá simplesmente não tinham. A régua é a tabela com os limites oficiais de cada indicador, mais a calibragem das 18 agências que medimos, cuja mediana de carregamento ficou em 9,4 segundos sem nenhuma aprovada.