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Site para clínica: o que a Resolução CFM 2.336 permite, o que exige e o que o Google mudou para saúde
"Criação de site para clínica" é uma das buscas que mais chegam a este site, e a pergunta que vem junto é sempre a mesma: o que pode e o que não pode no site de um médico? Desde 11 de março de 2024 a resposta é a Resolução CFM 2.336/2023, que trocou uma lista de proibições por um princípio de liberdade com responsabilidade. Este guia traduz a norma para quem está montando o site de uma clínica: o que precisa estar na página, o que passou a ser permitido, o que continua vedado, e o que o Google mudou em 2026 para páginas de saúde.
O que precisa estar na página, por obrigação
A regra mais objetiva da resolução é a de identificação. O próprio CFM resume: nome do médico, número de inscrição no CRM acompanhado da palavra "médico", e a especialidade ou área de atuação seguida do número do RQE, o registro de qualificação de especialista. E o CRM e o RQE, quando houver, devem constar na página principal do perfil do médico em redes sociais, sites e similares. Na prática, isso define a página de equipe do site de uma clínica: cada profissional com nome, CRM, e especialidade só com RQE. "Dr. Fulano, cardiologista" sem RQE é afirmação que a norma não permite; "Dr. Fulano, CRM-PR 00000, atua em cardiologia" é a forma correta para quem não tem o registro de especialista.
É também a regra que separa site de clínica de site genérico. Um construtor automático inventa nomes e CRMs com naturalidade, como mostramos no teste com um site de clínica feito por IA, e cada um desses números é uma infração pronta. Quem monta o site precisa ter a lista real dos profissionais, com os registros conferidos.
O que passou a ser permitido em 2024
A resolução abriu portas que ficaram fechadas por décadas, e boa parte dos sites de clínica ainda não aproveita:
- Valor da consulta e formas de pagamento. Pode informar, inclusive campanhas promocionais, desde que sem venda casada e sem brinde. A página de cada especialidade pode dizer quanto custa a consulta e como pagar, o que responde a metade das mensagens que chegam na recepção.
- Imagens de antes e depois. Permitidas com texto educativo, paciente não identificável, apresentação de resultados variados, inclusive complicações, e sem manipulação da imagem.
- Selfies, fotos e áudios do médico, desde que sem sensacionalismo.
- Equipamentos e recursos tecnológicos aprovados pela Anvisa, desde que sem sugerir que a clínica tem capacidade privilegiada por tê-los.
- Depoimentos de pacientes, repostados pelo médico, se forem sóbrios, sem adjetivos que denotem superioridade, e não de forma sistemática. Depoimento com "o melhor médico da cidade" não entra; depoimento inventado é propaganda enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor, independentemente do CFM.
O que continua proibido
Quatro vedações concentram quase todos os problemas que vemos em sites de clínica: garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento; divulgar método ou técnica não reconhecidos pelo CFM; divulgar conteúdo inverídico, como descobertas milagrosas; e permitir que o nome do médico apareça em listas de premiação do tipo "médico do ano". A resolução também define sensacionalismo de forma ampla, incluindo a divulgação de procedimento com o objetivo de enaltecer a atuação do médico. Em texto de site, isso elimina as frases "resultado garantido", "a melhor clínica de Maringá", "tratamento revolucionário" e qualquer promessa de prazo de cura. O texto integral da resolução é curto e vale a leitura de quem assina o site.
Dentistas seguem outra norma, a Resolução CFO 196/2019, mais restritiva em um ponto: não permite divulgar preço. Clínica com médicos e dentistas no mesmo site precisa de páginas com regras diferentes, e é um erro comum aplicar a liberdade do CFM à parte odontológica. A página de sites para odontologia trata dessa diferença.
O que o Google mudou para páginas de saúde em 2026
Duas mudanças do lado da busca pesam no site de uma clínica. A primeira: o Google deixou de mostrar as estrelas de avaliação nos resultados de páginas de saúde, mesmo com a marcação correta no código, com queda documentada a partir de maio de 2026, como contamos na resenha de 9 de outubro. A prova social da clínica passou a viver no Perfil da Empresa no Google e dentro do site, não no resultado da busca. A segunda: a documentação do Google passou a tratar autor fabricado, com credencial falsa, como engano que torna a página não confiável, e exige revisão humana de texto gerado por IA. Para saúde, que o Google trata com rigor extra, página de clínica sem profissional real identificado perdeu espaço.
A estrutura de um site de clínica que cumpre a norma e converte
- Página inicial com o que a clínica faz, para quem, onde fica, horário e o botão de agendamento pelo WhatsApp, sem superlativos.
- Uma página por especialidade, com o que é tratado, como funciona a consulta, valor e formas de pagamento, e o profissional responsável com CRM e RQE.
- Página de equipe com nome, CRM, especialidade só com RQE, formação verificável e foto real. É a página que a norma exige e a que o Google lê para saber quem responde pelo conteúdo.
- Convênios aceitos, listados de verdade, porque é a segunda pergunta mais feita na recepção.
- Perguntas frequentes com as dúvidas reais: precisa de encaminhamento, quanto dura a consulta, como cancelar, se tem estacionamento.
- Contato com endereço, mapa, telefone, WhatsApp e horário, iguais aos do Perfil da Empresa no Google.
- Política de privacidade, porque dado de saúde é dado sensível pela LGPD e o formulário de agendamento coleta informação pessoal.
Nada disso impede o site de vender. O que a norma tira é o exagero, e exagero nunca foi o que fez um paciente agendar: o que faz é encontrar a clínica na busca do bairro, entender em um minuto o que ela trata e quanto custa, e agendar sem fricção.
Como é na CL3
Fazemos sites para clínicas, consultórios e dentistas com o texto escrito dentro da regra do conselho, os profissionais identificados com os registros que você fornece, o valor da consulta na página quando a clínica quer, e o agendamento pelo WhatsApp a um toque. Se já tem um site e quer saber se ele cumpre a norma e o que o Google espera de uma página de saúde, a análise gratuita aponta a identificação e a estrutura em minutos, e o contato abre a conversa sobre o resto.
Perguntas frequentes
O que é obrigatório no site de uma clínica pela resolução do CFM?
A identificação de cada médico: nome, número de inscrição no CRM acompanhado da palavra "médico", e a especialidade ou área de atuação seguida do número do RQE, o registro de qualificação de especialista. O CRM e o RQE, quando houver, devem constar na página principal do perfil do médico em sites e redes sociais. Quem não tem RQE não pode se apresentar como especialista; a forma correta é indicar a área de atuação. A regra vale desde 11 de março de 2024, pela Resolução CFM 2.336/2023.
Site de clínica pode mostrar o preço da consulta?
Pode, desde 2024. A Resolução CFM 2.336/2023 permite informar o valor das consultas, os meios e formas de pagamento e campanhas promocionais, desde que sem venda casada e sem brinde. É uma das maiores mudanças em relação à regra anterior e responde a uma das perguntas mais feitas na recepção. Dentistas seguem outra norma, a Resolução CFO 196/2019, que não permite divulgar preço, e por isso clínicas com médicos e dentistas precisam de páginas com regras diferentes.
O que continua proibido no site de um médico?
Garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento; divulgar método ou técnica não reconhecidos pelo CFM; divulgar conteúdo inverídico, como descobertas milagrosas; permitir que o nome do médico apareça em listas de premiação do tipo "médico do ano"; e qualquer divulgação com sensacionalismo, que a norma define de forma ampla, incluindo enaltecer a atuação do médico. Em texto de site, isso elimina "resultado garantido", "a melhor clínica", "tratamento revolucionário" e promessa de prazo de cura.
Por que as estrelas de avaliação sumiram do site da clínica no Google?
Porque o Google deixou de exibir os trechos de avaliação com estrelas para páginas de saúde em 2026, mesmo com a marcação correta no código, com queda documentada a partir de maio e nova queda em agosto. Não houve anúncio oficial e nenhum ajuste técnico traz as estrelas de volta. A prova social da clínica passa a viver no Perfil da Empresa no Google e dentro do próprio site, com avaliações respondidas, e não no resultado da busca.